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A ORIGEM DA CIDADE DE COTIA S/P.

segunda-feira, 3 de setembro de 2018


A ORIGEM DA CIDADE DE COTIA / SP.


Fonte Site: Cotia Net

Idealizado por:
C
RISTINA OKA & AFONSO ROPERTO©
Atualizado em 18 September, 2000

"Quando os jesuítas se estabeleceram no planalto de São Paulo, ocuparam os aldeiamentos de Pinheiros, Embú e Itapecerica da Serra, flanqueando a vila de Piratininga. Chegaram depois até Carapicuiba, mas Cotia não faz parte das aldeias semeadas nos campos dos Guaianazes. Sua origem é diferente."
João Barcellos
AKU'TI

Existe oficialmente desde a criação da Sesmaria de 1580 (em 12 de Outubro) e sob a denominação Koty (do guarani Koty= casa/ponto d'encontro). Esta Sesmaria, terra doada, criava a dos Índios de Pinheiros e Barueri, e nela cabiam Carapicuiba, Koty, Embu, Itapevi, Barueri.



Era uma Aldeia Carijó - nação nativa que em sua diáspora amazônica criou várias aldeias ao longo do litoral, sempre a nomeando como Acutia/Koty. O primeiro registro d'Acutia foi feito pelo marujo alemão Hans Staden, no Séc. 16, na impressão do seu livro sobre o Brasil. A primitiva aldeia situava-se na campina do Caiapiá (lugar onde abundavam ervas medicinais do mesmo nome), no sertão carapicuibano, e no Séc. XVIII (em 1703) mudou para lá do rio, para o sertão itapecericano, onde se encontra até hoje na atual praça da Matriz. Em traço barroco foi erguida na Caiapiá uma Capela indicando a rota do Peabiru (sul do atual Paraná) aos corajosos que, como Raposo Tavares, Fernão Dias Paes, Manoel Esteves e Antonio Pietro, entre outros possuidores de sesmarias na região, ajudaram a fazer o Brasil.

ACUTIA
A cidade surgiu quando começaram as viagens entre São Paulo e a vila de Sorocaba, como uma pequena povoação de estrada, chamada Acutia. Segundo se apurou, o local da primitiva Acutia seria o do atual Sítio do Mandú (Antonio Manuel Vieira), tendo sido seus fundadores os bandeirantes Fernão Dias Paes (sobrinho de um juíz de mesmo nome) - o governador das esmeraldas - e Gaspar de Godoi Moreira. Sendo beneditino, Fernão Dias Paes colocou Nossa Senhora do Monte Serrate como padroeira, continuando esse rito mesmo depois da mudança da povoação. Em 1713, sua localização se consolidou junto à Capela que recebeu o nome da padroeira, Nossa Senhora de Monte Serrate, precisamente quando os Camargos, que haviam abandonado São Paulo após a luta com os Pires, se instalaram na região. O fundador da Capela foi o coronel Estevão Lopes de Camargo e seu primeiro capelão foi o padre Mateu de Lara de Leão.

FREGUEZIA DE CUTIA
Em 1723, data assinalada no atual brasão de Cotia, a capela do Monte Serrate foi elevada à categoria de freguesia (hoje distrito) e desde então a história de São Paulo registra inúmeras referências à Frequezia de Cutia. Ali moravam os Camargos, ainda temidos em São Paulo, e a freguesia fazia parte do 10º distrito de paz da capital da província. Em 1784 recebeu o menino Diogo Feijó, mais tarde Regente do Império.

VILLA DE CUTIA
Assim a Independência encontrou Cotia e somente em 2 de abril de 1856, época em que foram criados inúmeros municípios paulistas, é que o vice-presidente da província, Antonio Roberto de Almeida, Cotia foi elevada à categoria de vila, sendo a Câmara instalada solenemente pelo Dr. João Dabney de Avelar Brotero, presidente da Câmara Municipal da Imperial Cidade de São Paulo. Tomaram posse então os vereadores eleitos: capitão José de Araújo Novaes, capitão José Joaquim Pedroso, Manoel Joaquim da Luz, José Oliveira Leite José Francisco de Andrade.
Em 1872 nasceu o poeta, romancista e contista Baptista Cepellos. Ele foi Capitão da Guarda e Promotor Público e chefiou o quartel que existia na Vila. Baptista Cepellos é o autor do famoso livro Os Bandeirantes
Documentos:
  • Pedido de auxílio para festa religiosa - 1898

  • Nota do Armazém de seccos e molhados de 28/10/1903. Frente e verso.


VILA DE COTIA
Desde então tornou-se comum a grafia Cotia e já em 1842, as crônicas da Revolução Liberal assinalam a participação da vila no levante chefiado pelo Padre Feijó e pelo brigadeiro Tobias. Em Cotia, acamparam as forças liberais que acamparam no Pirajussara, posteriormente derrotadas nos Pinheiros pelo então Barão de Caxias. Em 1865, foram estabelecidas as divisas com o município de Una, hoje Ibiuna. Em 1885, as fazendas Monte Alegre e Bom Retiro, foram anexadas ao município da Capital e em 1889, o sítio de Antonio Manuel da Costa passou para a frequezia do Embú.

Cotia viveu os últimos anos do Império entregue à luta entre liberais e conservadores. Na República, "jagunços", ex-conservadores, e "maragatos" (ex-liberais) , eram as facções políticas. No plano econômico, o município continuava com sua pequena lavoura de subsistência.


Em 20 de novembro de 1920, pela lei 1.741, a antiga Estação de Cotia torna-se o distrito de Itapevi. Em 24 de dezembro de 1948, foi criado o distrito de Jandira, pela lei 233, com terras desmembradas de Itapevi.   Posteriormente alguns distritos se emanciparam a município: Itapevi, Jandira e Vargem Grande Paulista.

COTIA HOJE
Hoje Cotia faz parte da Região Metropolitana de São Paulo, importante área remanescente do cinturão verde paulistano e local protegido pela Lei dos Mananciais, concentrados principalmente no seu distrito de Caucaia do Alto, lugarejo cercado de montanhas, nas cumieiras da Serra de Paranapiacaba. Cotia vive hoje realidades díspares, representadas por um lado pela urbanidade de seus luxuosos condomínios da Granja Vianna, por outro possui um pólo industrial em contínua expansão, numeroso comércio de pequeno e médio porte, e ainda uma enorme área agrícola, tocada em parte pela comunidade japonesa, principalmente com verduras e legumes, além de várias estufas de flores e plantas ornamentais.


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